Sua comunicação de crise vai continuar no WhatsApp?

A mudança de políticas de privacidade do WhatsApp provocou uma grande polêmica no mundo. A obrigatoriedade da aceitação dos termos de compartilhamento das informações com o Facebook foi mal vista pelos usuários que começaram a abandonar o WhatsApp e buscar novos aplicativos. A polêmica foi tão grande que a empresa optou por adiar a mudança na política de privacidade para maio.

De acordo com a consultoria Sensor Tower, o Signal foi baixado 246 mil vezes na semana anterior ao anúncio de mudanças pelo WhatsApp. Na semana seguinte, o aplicativo chegou a 8,8 milhões de novos usuários. Nesse mesmo período, os downloads totais do WhatsApp caíram de 11,3 milhões para 9,2 milhões.

Essa movimentação provocou questionamentos entre diversos profissionais de segurança sobre qual alternativa para um aplicativo de comunicação de crises seguro para corporações.

Para discutir o assunto, falamos com Abian Laginestra – especialista em segurança da informação, MBA em Gestão de segurança da informação. Com passagem nos mercados siderúrgico, jurídico, farmacêutico, financeiro e de TI nas áreas de Segurança da informação, aderência regulatória e melhores práticas.

Importância de se utilizar uma ferramenta adequada para comunicação segura

A nova política de privacidade do WhatsApp prevê o compartilhamento de dados com o Facebook – a partir da concordância do usuário ou consentimento forçado (aceita as políticas ou abandona o aplicativo).

Ocorre que o WhatsApp nunca foi adequado como plataforma oficial para a comunicação de gestão de crise. As empresas não têm gerência sobre a comunicação nessa ferramenta de uso ordinário, com acesso predominantemente pessoal. Não é possível em um grupo de Whatsapp diferenciar o que é relevante do que não é.

O mercado acabou normalizando a comunicação via Whatsapp, por ser de uso simples e sem custo, encorajando grupos de colaboradores a debater assuntos sérios de uma empresa, ignorando o risco de vazamento de informações. 

Essa natureza de comunicação sob a responsabilidade de uma plataforma gratuita – e que, por esse motivo, captura dados dos usuários – é temerária, e a percepção desse fato traz um movimento natural de transição da ferramenta. “Uma plataforma paga para comunicação de crise é o caminho. Não há comprometimento e não existe como cobrar pela funcionalidade de uma ferramenta gratuita”, afirma Abian.

Ferramentas gestão da comunicação

Há movimentos de migração para outras plataformas de comunidades de usuários, pessoa física ou corporações já em curso. O uso discricionário é que determina a natureza. O  Telegram ou Snapchat por exemplo, tem recursos e facilidades não exatamente necessários ao mundo corporativo.

O Whatsapp Business pode partir para um método pago, podendo administrar melhor a privacidade dos dados, numa contrapartida de serviço, com retorno financeiro para o Facebook.

Com plataformas especializadas como a CoSafe as empresas se preparam e agem melhor de de forma mais segura.

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